"Eu quero justiça pela minha mãe. Isso não vai ficar impune", afirmou a filha da vítima, que também disse ter provas e registros que, na avaliação dela, podem ajudar a esclarecer o caso.
Filha relata desentendimento anterior
Nathany afirmou que, durante um período em que Nádia precisou acompanhar no hospital outra filha, que usa cadeira de rodas, ela permaneceu no emprego. Posteriormente, segundo o relato, houve um desentendimento profissional entre as duas, e Nádia deixou o serviço e passou a trabalhar em outro local.
A filha também relatou episódios anteriores de atrito entre a suspeita e integrantes da família. Segundo ela, na segunda-feira (12), durante uma festa de Dia das Crianças, suas irmãs estavam acompanhadas de uma amiga quando houve uma discussão com a mulher.
Nathany afirmou que a briga envolveu uma das irmãs e a suspeita e que outra irmã tentou intervir para separar as duas. Ela também alegou que há vídeos e fotografias relacionados ao episódio.
Ainda segundo a filha, depois dessa discussão, um grupo foi até a residência de Nádia. Nathany relatou que pessoas chutaram o portão da casa, que teria sido danificado, e que imagens registraram a movimentação no local.
Mãe tentou intervir, segundo familiares
Segundo a família, Nádia estava em casa, pronta para descansar antes de trabalhar no dia seguinte, quando um grupo de mulheres foi ao imóvel à procura de uma de suas filhas. A vítima teria tentado intervir na confusão, mas acabou sendo agredida.
Em publicação nas redes sociais, Nathany descreveu a perda como uma tragédia para a família e afirmou que a mãe deveria estar segura dentro da própria casa.
A filha também defendeu que a investigação apure a participação de todas as pessoas presentes na ocorrência. Para ela, além de quem teria agredido diretamente a mãe, devem ser esclarecidas eventuais condutas de quem deu apoio ou incentivou a violência.
Segundo a Polícia Militar, agentes do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados para verificar uma ocorrência de lesão corporal em Sepetiba. Ao chegarem ao local, encontraram Nádia ferida. Ela recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.
Testemunhas relataram aos policiais que a mulher havia sido agredida por populares. A ocorrência foi encaminhada à 43ª DP (Guaratiba), responsável pela investigação.
A Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, não há confirmação oficial sobre prisões relacionadas ao caso.


