A Polícia Federal prendeu, na noite desta quinta-feira (22), Andreza Ramires, foragida e condenada a 16 anos de prisão pela prática do crime de estelionato. Ela foi localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio.
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Andreza é mulher de Everton Barreto, detido pela Polícia Civil no último dia 13 pelo mesmo crime. Na ocasião, ela chegou a ser autuada por exercício irregular da profissão.
Segundo investigações, ela ostentava nas redes sociais uma vida de luxo e utilizava títulos acadêmicos falsos de doutora, nutricionista e farmacêutica, com mestrado e PhD
Andreza é mulher de Everton Barreto, detido pela Polícia Civil no último dia 13 pelo mesmo crime. Na ocasião, ela chegou a ser autuada por exercício irregular da profissão.
Segundo investigações, ela ostentava nas redes sociais uma vida de luxo e utilizava títulos acadêmicos falsos de doutora, nutricionista e farmacêutica, com mestrado e PhD
Em seu perfil no Instagram, ela utiliza o nome "Dra. Andreza Ramires". Um conteúdo sobre sua trajetória profissional a apresenta como especialista em peptídeos, modulação hormonal e performance esportiva.
O material também atribui a ela formação em nutrição clínica e esportiva, mestrado e doutorado (PhD) em Ciências Farmacêuticas. Andreza ainda é apresentada como profissional que atua junto a atletas de alto rendimento, incluindo fisiculturistas, em protocolos voltados à recuperação física, à modulação hormonal e ao desempenho esportivo.
Ainda de acordo com as investigações, consultas aos órgãos de fiscalização profissional não localizaram registros em nome da mulher.
De acordo com a PF, a ação foi realizada por agentes do Grupo de Capturas da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu (GCAP/DPF/NIG), após diligências e monitoramento de inteligência para localizar a foragida e cumprir o mandado de prisão definitiva. Andreza foi encaminhada ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Em nota, a defesa de Andreza, representada pelo advogado Eduardo Maurício, afirmou que sua cliente é alvo de uma condenação ilegal e abusiva, decorrente de um processo que atuou outro advogado, e a sua prisão é "eivada de evidente constrangimento ilegal".
Maurício esclarece ainda que já ingressou com uma revisão criminal no tribunal de justiça pendente de julgamento. A defesa também pretende apresentar um habeas corpus substitutivo de revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a dosimetria da pena, que considera totalmente excessiva.
Maurício esclarece ainda que já ingressou com uma revisão criminal no tribunal de justiça pendente de julgamento. A defesa também pretende apresentar um habeas corpus substitutivo de revisão criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a dosimetria da pena, que considera totalmente excessiva.
Prisão do marido
Everton Barreto foi preso no dia 13 deste mês por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP). A investigação começou após a polícia receber informações sobre possíveis irregularidades nos sinais identificadores de dois veículos de luxo utilizados pelo casal.
Durante as diligências, os agentes identificaram que um dos automóveis estava registrado em nome de Everton, contra quem havia um mandado de prisão em aberto referente à condenação de 16 anos por estelionato. Ele foi localizado e detido. Os dois carros foram apreendidos para averiguação.
Na ocasião, o advogado Eduardo Maurício também contestou as suspeitas. Em nota, ele destacou que "não existe carros adulterados; não existe exercício de profissão ilegal e muito menos atuação profissional falsa". Segundo a defesa, o episódio teria sido marcado por abuso de autoridade.
Sobre a condenação de Everton, o advogado alegou haver "ilegalidade e abusividade, com evidente constrangimento ilegal diante de falhas do antigo advogado". Ele afirmou ainda que busca reverter a decisão por meio de uma revisão criminal em tramitação no Tribunal de Justiça e de um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de anular a condenação, que considera contrária à lei e sem provas.

