Uma mulher afirma ter sido agredida por uma supervisora de segurança do MetrôRio na estação de São Cristóvão, na Zona Norte, na madrugada desta quinta-feira (23), após a partida entre Flamengo e Estudiantes, no Maracanã, pela Libertadores. A agressão provocou sangramento intenso e a necessidade de três pontos na parte interna da boca.
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Segundo o relato da biomédica Mariana Monteiro Mattos França, ela foi atingida no rosto com um cassetete durante uma confusão entre torcedores da qual diz não ter participado.
"Fui agredida no rosto com um cassetete no meio de uma confusão com a qual eu não estava envolvida. Fui a única.”, afirmou a vítima.
Ao O DIA, Mariana relata que o episódio de violência aconteceu após o fim da partida, quando presenciou uma discussão entre torcedores na plataforma do metrô. A confusão começou depois que dois homens tentaram furar a fila aproveitando a passagem aberta para uma pessoa em cadeira de rodas. As reclamações deram início a um empurra-empurra que evoluiu para uma briga envolvendo cerca de cinco pessoas.
"Foi bem do meu lado e os seguranças do metrô vieram e uma segurança me bateu no rosto com o cassetete", relembra.
A moradora da Freguesia, Zona Sudoeste do Rio, afirma que não participava da briga e que a situação só foi interrompida quando as pessoas perceberam a gravidade do ferimento no rosto dela. "Imediatamente começou a sangrar muito, eu cuspia sangue e nisso a briga até acabou porque ficou todo mundo assustado", conta.
Após a agressão, Mariana foi levada pela própria supervisora de segurança para uma sala da estação, acompanhada pelo marido. Segundo a biomédica, enquanto prestava socorro à ela, a mulher atribuiu o ferimento a outro torcedor, que supostamente estaria com uma garrafa de vidro.
Após solicitar atendimento médico aos funcionários do MetrôRio, Mariana conta ter esperado por 30 minutos até uma viatura deixar a estação para levá-la ao hospital. "Ela começou a falar que ia pedir uma viatura do metrô. Depois, falou que a viatura não podia vir porque estava escoltando 30 integrantes da Raça [torcida organizada]. Em seguida, que ia demorar mais… Ficamos uns 30 minutos nessa, e minha boca sangrando", narra.
De acordo com a passageira, os integrantes da torcida organizada chegaram à estação durante a espera e disseram que não estavam sendo escoltados. Ela contou que outro supervisor conseguiu viabilizar o transporte.
A viatura a levou ao hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão. No local, Mariana recebeu atendimento e precisou levar três pontos na parte interna da boca. Ela relata que ainda está com o lábio inchado e sente dificuldade para comer.
“Estou bem na medida do possível, muito indignada com a situação, com o lábio bem inchado, um pouco de dificuldade para comer”, escreveu ao falar sobre o estado de saúde.
Caso foi registrado na delegacia
Após receber alta, Mariana foi acompanhada por dois policiais militares até a 17ª DP (São Cristóvão), onde registrou a ocorrência por volta das 3h. Ela também recebeu uma requisição para realizar exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).
A mulher afirma que, até a tarde desta quinta-feira, não havia recebido contato do MetrôRio para tratar do episódio. Ela diz ter fotos e vídeos que mostram como ficou seu rosto após o ocorrido.
“Não sou de expor muito minha cara, mas tem coisa que não dá pra passar batido”, declarou ao tornar o caso público.
Procurada, a Polícia Civil afirmou que a investigação está em andamento na 17ª DP (São Cristóvão) e que a vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito. Agentes realizam outras diligências para apurar e esclarecer os fatos.
Já o MetrôRio afirmou que, no início da madrugada desta sexta-feira (23), registrou uma ocorrência na estação São Cristóvão envolvendo dois grupos de torcedores.
"A equipe de segurança precisou intervir e, na tentativa de retirar os objetos que os torcedores levavam, uma cliente foi acidentalmente atingida. As equipes da concessionária prestaram atendimento à cliente no local e a encaminharam para o hospital", informou a concessionária.

