A Polícia Civil identificou como Érica Marques Pinho, de 46 anos, a mulher filmada fazendo uma saudação nazista ao entrar no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, no último domingo (25), durante o segundo turno das eleições.
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Nas imagens, a mulher aparece com o braço direito estendido para cima enquanto entra no local de votação. Ao ser questionada sobre o gesto, ela responde: "Você é comunista?". O vídeo circula nas redes sociais.
Nas imagens, a mulher aparece com o braço direito estendido para cima enquanto entra no local de votação. Ao ser questionada sobre o gesto, ela responde: "Você é comunista?". O vídeo circula nas redes sociais.
Na ocasião, a eleitora usava uma camisa amarela da Seleção Brasileira e um boné vermelho com a sigla "Maga", associada ao movimento de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expressão vem de "Make America Great Again", que significa "Torne os Estados Unidos grandes novamente", em tradução livre, slogan popularizado por Trump durante a campanha presidencial de 2016.
O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo) como injúria por preconceito. Ela deverá ser chamada para prestar depoimento.
A reportagem não localizou a defesa de Érica. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
Repúdio
Em nota publicada nas redes sociais, a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) repudiou o episódio, classificado pela entidade como uma manifestação de antissemitismo.
"Trata-se de uma manifestação absolutamente inaceitável, que ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das milhões de vítimas do nazismo. É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira", diz o texto.
"Trata-se de uma manifestação absolutamente inaceitável, que ultrapassa os limites da liberdade de expressão e afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das milhões de vítimas do nazismo. É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira", diz o texto.
Ainda nas redes sociais, o vereador e presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo, Flávio Valle, informou que mobilizou um ofício para que o caso seja devidamente investigado e a mulher responsabilizada pelo ato.
"Tal atitude é absolutamente inadmissível e configura crime de racismo, conforme previsto na Lei n° 7.716/1989, que tipifica como inafiançável a apologia ao nazismo e a propagação de símbolos de ódio. O gesto afronta a dignidade humana, a memória das milhões de vítimas do regime nazista e os valores democráticos que sustentam nossa sociedade.
A Frente Parlamentar se solidariza com a comunidade judaica, com todos os presentes que testemunharam o episódio e com aqueles que se sentiram diretamente atingidos pela violência simbólica desse ato. Reforçamos que não há espaço para manifestações de intolerância em uma democracia que se constrói sobre o respeito à diversidade e os direitos humanos.
Seguiremos firmes na defesa da educação, da cultura e da memória como instrumentos fundamentais para extinguir atitudes de ódio e intolerância. O Brasil não pode tolerar, relativizar ou naturalizar gestos que evocam um dos períodos mais sombrios da história da humanidade", diz o documento.
"Tal atitude é absolutamente inadmissível e configura crime de racismo, conforme previsto na Lei n° 7.716/1989, que tipifica como inafiançável a apologia ao nazismo e a propagação de símbolos de ódio. O gesto afronta a dignidade humana, a memória das milhões de vítimas do regime nazista e os valores democráticos que sustentam nossa sociedade.
A Frente Parlamentar se solidariza com a comunidade judaica, com todos os presentes que testemunharam o episódio e com aqueles que se sentiram diretamente atingidos pela violência simbólica desse ato. Reforçamos que não há espaço para manifestações de intolerância em uma democracia que se constrói sobre o respeito à diversidade e os direitos humanos.
Seguiremos firmes na defesa da educação, da cultura e da memória como instrumentos fundamentais para extinguir atitudes de ódio e intolerância. O Brasil não pode tolerar, relativizar ou naturalizar gestos que evocam um dos períodos mais sombrios da história da humanidade", diz o documento.

