Um novo golpe em que criminosos se passam por inspetores da Polícia Civil tem chamado a atenção de investigadores no Rio. Segundo a delegada Flávia Monteiro de Barros, os suspeitos entram em contato com as vítimas e alegam que elas precisam prestar depoimento em uma suposta investigação. Para dar credibilidade à abordagem, oferecem a possibilidade de realizar uma oitiva on-line, por telefone ou videoconferência.
De acordo com a delegada, a abordagem começa com uma ligação. Objetivo é capturar a biometria facial das pessoas e utilizá-la em fraudes
"Estão ligando para as pessoas, se passando por inspetores da Polícia Civil, dizendo que a pessoa tem uma intimação para depor em algum local sobre algum procedimento. Aí a pessoa diz: 'Ah, mas é sobre o quê? Não sei o quê...' Só que ele sabe onde a pessoa mora e diz que é um lugar muito longe da residência da pessoa. Aí a pessoa fala: 'Gente, mas é muito longe para eu ir, não tenho como ir.' Aí fala: 'Então, você quer que eu faça uma videoconferência online? E aí você não precisa vir?' A pessoa diz: 'Claro! Você me faz as perguntas.' É tudo o que ele precisa", explica.
Flávia ressalta que, na maioria dos casos, os criminosos já possuem boa parte das informações pessoais das vítimas e precisam apenas da imagem do rosto para aplicar o golpe.
"Ele já tem os dados da pessoa, ele tem tudo. Ele só quer a foto da pessoa para poder abrir uma conta no nome dela. Então, gente, isso é uma das formas de um golpe de tirar uma foto sua. Tem várias outras. Se alguém te ligar querendo, aí, uma videoconferência com você, não aceita", alertou.
Flávia ressalta que, na maioria dos casos, os criminosos já possuem boa parte das informações pessoais das vítimas e precisam apenas da imagem do rosto para aplicar o golpe.
"Ele já tem os dados da pessoa, ele tem tudo. Ele só quer a foto da pessoa para poder abrir uma conta no nome dela. Então, gente, isso é uma das formas de um golpe de tirar uma foto sua. Tem várias outras. Se alguém te ligar querendo, aí, uma videoconferência com você, não aceita", alertou.
Quadrilha é presa após fraude contra idoso na Zona Sul
Policiais civis da 15ª DP (Gávea) prenderam em flagrante, no início de outubro, três suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes contra idosos em caixas eletrônicos. O grupo, formado por dois homens e uma mulher, foi localizado em um apartamento na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, após uma investigação que teve início a partir da denúncia de uma vítima que perdeu R$ 7,5 mil.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima procurou a delegacia para relatar o golpe. A partir do registro da ocorrência, agentes do Grupo de Investigação Complementar (GIC) iniciaram diligências para identificar os responsáveis.
A operação mobilizou os agentes por mais de dez horas seguidas até a localização e prisão dos três envolvidos. Durante a ação, os suspeitos confessaram que vieram de São Paulo para o Rio de Janeiro com o objetivo de praticar golpes em terminais bancários ao longo do fim de semana e, em seguida, retornar ao estado de origem.
A Polícia Civil informou que a prisão do trio interrompeu uma sequência de crimes que poderia atingir outras vítimas, principalmente idosos, público frequentemente visado por esse tipo de fraude.
A Polícia Civil informou que a prisão do trio interrompeu uma sequência de crimes que poderia atingir outras vítimas, principalmente idosos, público frequentemente visado por esse tipo de fraude.

