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Eleitores destacam a necessidade do voto consciente nas eleições

Nos colégios eleitorais, a população também expressou suas preferências políticas por meio das roupas amarelas e vermelhas

Por Ana Fernanda Freire

Publicado em 04/10/2026 13:50:32
De vermelho, Francisco e Dayana; De Brasil, Maria Lúcia e o marido
Eleitores do estado do Rio destacaram a importância do voto consciente durante as eleições deste domingo (4). Nos colégios eleitorais, a população também expressou suas preferências políticas por meio das roupas: enquanto alguns vestiam camisas do Brasil, em alusão ao apoio à direita, outros usavam peças vermelhas, em referência à esquerda.
No Instituto Cultural Amendoeira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, o auxiliar administrativo Francisco Jander, de 39 anos, compareceu ao local de votação acompanhado da mulher, a aposentada Dayana Roque, também de 39. Para ele, o voto é uma importante ferramenta de cidadania e deve ser exercido levando em consideração as propostas dos candidatos.
"Eu considero o direito ao voto muito importante, porque o eleitor em geral gosta muito de reclamar que falta saúde, educação e segurança. Mas é nesse momento que a gente tem que exercer esse direito de cidadania. É importante escolher bem os nossos candidatos, ver as propostas, estudar, para que a gente tenha um voto consciente e consiga, de alguma forma, ter benefícios próprios. Não só a gente, mas a população. É um coletivo", afirmou.
O militar Hildo Ferreira, de 38 anos, também esteve no local acompanhado da mulher e da filha. Os três usavam camisas amarelas. Para ele, as eleições são uma forma de participar das decisões que vão impactar a sociedade.
“Se todos nós pudermos votar, nós temos que exercer esse direito de cidadania, porque é importante. Quem não vota vai acabar sendo levado pelas escolhas de outras pessoas. A gente vai eleger alguém que a gente não goste? Não, tem que ter um propósito ou pensamento parecido com o nosso, para não acabar trazendo alguma dificuldade ou alguma falta de coerência com as nossas atitudes no futuro”, relatou.
A professora Glauciane da Silva Cardoso, de 45 anos, destacou o voto como uma forma de posicionamento. Ela estava usando uma camisa vermelha com o rosto do presidente Lula estampado.
“Como cidadão, a gente não pode ficar em cima do muro. A gente tem que pensar no que é melhor para a gente e pensar também no coletivo. Por exemplo, eu sou funcionária pública e eu vejo o que os professores estão sofrendo com a educação, mas, ao mesmo tempo, quando a gente faz as nossas paralisações, a gente não pensa só no nosso umbigo, no nosso salário. A gente pensa no ventilador que não tem, na porta do banheiro das crianças... A gente pensa para todo mundo”, frisou.
Glauciane também defendeu que os eleitores busquem informações sobre os candidatos. "Independente do lado, porque escolher um lado é um ato democrático, a gente tem que estar sempre posicionado. E tem que pensar bem, pesquisar, levantar a ficha do candidato, ver o que ele fez, o que ele não fez, qual o pensamento dele, qual o posicionamento, para poder saber o que que é aquilo que é melhor”, reforçou.
A babá Juliana Vieira, 41 anos, levou a filha de 11 anos para participar das eleições. "É com o voto que é que a direção do nosso país é exercida. É muito importante a gente votar sim, e saber em quem a gente vota. Não é escolha de partido, é melhorias para o nosso país, para os nossos filhos, netos, e descendências e assim vai", disse.
A assistente social Stephany Azevedo, de 33 anos, declarou apoio à esquerda e destacou a importância das políticas e dos projetos sociais.
"É importante a gente votar porque é a escolha do nosso futuro, dos nossos direitos, se a gente vai continuar progredindo ou regredindo. E acho que é algo que a gente lutou muito, né, para ter direito a votar, principalmente nós mulheres. Então, a gente tem que honrar isso", contou.

Nascida em São Gonçalo, Maria Lúcia dos Santos, 60, é moradora do Rio, mas fez questão de retornar à cidade natal para votar.
“Desde as últimas eleições eu não votava mais, porque não me era interessante. Mas hoje para mim é muito interessante tirar o Lula do poder. E eu voto aqui porque eu sou daqui. Eu não levei meu título para lá porque quando eu quero vir votar, eu tenho que vir para aqui, porque aqui eu tenho casa própria, onde a minha família vive, mas eu moro lá”, explicou.
Equipes do MH também estiveram no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria, no Catete, na Zona Sul do Rio. No local, os eleitores também estavam divididos. Apesar disso, na parte da manhã, boa parte compareceu com camisas vermelhas.