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Prefeito de SP diz que número de ônibus ofertado foi maior que demanda

Campanha de Lula (PT) pediu prorrogação do horário de votação por problemas no transporte de eleitores em São Paulo e na Bahia

Por Estadão Conteúdo

Publicado em 25/10/2026 20:01:14
Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou neste domingo (25) ter havido falta de ônibus na capital durante a votação do segundo turno da eleição.
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"Não houve, em nenhum lugar da cidade, falta de ônibus. Tivemos uma quantidade superior à demanda necessária. Não tínhamos pontos lotados, os terminais estavam vazios", declarou a jornalistas, ao chegar ao local onde o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acompanhará a apuração.

Nunes afirmou que, no 1º turno, a Prefeitura determinou que a frota tivesse 40% a mais do que é usual aos domingos. Já para este domingo, segundo ele, foi determinada a circulação de 100% da frota.

Nunes disse que uma notificação para circulação de toda a frota foi enviada à SPTrans às 13h10, e às 13h32, o comunicado foi repassado a todas as empresas que operaram as linhas. O prefeito admitiu, porém, que as empresas podem ter tido dificuldade de cumprir a decisão. "Pelo horário, para mobilizar mais de 10 mil profissionais, deve ter havido alguma dificuldade."

Nunes ainda criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar por duas horas o período de votação. Para ele, trata-se de uma "decisão, no mínimo estranha" e que caberia ao Tribunal Superior Eleitoral (STF), não ao Supremo Tribunal Federal.
A coligação "Brasil Pronto Pra Mais", do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação nos estados da Bahia, Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima devido a problemas no deslocamento de eleitores até o local de votação.
A campanha de Lula identificou uma redução de 31,4% na circulação de ônibus na capital de São Paulo entre 11h e 14h neste domingo.
Em conversa com os jornalistas neste domingo, o presidente afirmou que pedirá a prisão de prefeitos de Salvador (BA), Feira de Santana (BA) e São Paulo (SP) por crime eleitoral.
"Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral. Porque não é possível você ter prefeito tentando coibir e proibir o povo de defender o seu livre direito democrático de votar", disse.

O candidato à reeleição classificou os problemas no transporte como uma situação "abominável" e pediu aos eleitores que não desistam de comparecer às urnas.

"Vocês sabem que eu já disputei muita eleição. Eu nunca reclamei de nada de eleição. Perdia ou ganhava, eu me aquietava e me preparava para outra. Mas, desta vez, está acontecendo uma coisa abominável. Ninguém pode desistir de votar porque algum empresário sacana ou algum prefeito mau-caráter, bandido, tentou evitar. O que eu quero pedir é que o povo não desista de votar”, afirmou.