O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse ter certeza de que as propostas anunciadas durante a campanha presidencial serão implementadas. "Tudo aquilo que foi prometido na campanha, pode ficar certo que vai acontecer", declarou. O comentário foi feito em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (1º) de novembro, o primeiro após recuperar a voz, segundo o petista.
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Além de medidas que já estavam tramitando, como a proposta que altera a Constituição Federal para redefinir regras sobre segurança pública, o governo de Lula apresentou uma série de promessas na área econômica e social. A lista inclui um pacote para microempreendedores individuais (MEIs), com perdão de dívidas tributárias e aumento do teto de faturamento para enquadramentos como MEI. O Pé-de-Meia Universitário e o Desenrola 3.0 são outros exemplos.
Com o impacto fiscal, as promessas anunciadas pelo presidente vão exigir ajustes no Orçamento de 2027, se forem feitas no próximo ano. Lula também comentou neste domingo que nenhum programa social será revogado e apontou para a possibilidade de novos programas ou aprimoramento de políticas públicas já existentes.
"Não acredite nos mentirosos de sempre que vivem tentando vender desgraça e infelicidade para nosso povo", disse ele, ao comentar sobre especulações de eventual revogação de programas sociais. "Numa semana que eu fiquei sem falar, a mentira tomou conta desse país outra vez. A extrema direita fez muita fake news, muita mentira dizendo que nós íamos acabar com programas sociais."
Além de medidas que já estavam tramitando, como a proposta que altera a Constituição Federal para redefinir regras sobre segurança pública, o governo de Lula apresentou uma série de promessas na área econômica e social. A lista inclui um pacote para microempreendedores individuais (MEIs), com perdão de dívidas tributárias e aumento do teto de faturamento para enquadramentos como MEI. O Pé-de-Meia Universitário e o Desenrola 3.0 são outros exemplos.
Com o impacto fiscal, as promessas anunciadas pelo presidente vão exigir ajustes no Orçamento de 2027, se forem feitas no próximo ano. Lula também comentou neste domingo que nenhum programa social será revogado e apontou para a possibilidade de novos programas ou aprimoramento de políticas públicas já existentes.
"Não acredite nos mentirosos de sempre que vivem tentando vender desgraça e infelicidade para nosso povo", disse ele, ao comentar sobre especulações de eventual revogação de programas sociais. "Numa semana que eu fiquei sem falar, a mentira tomou conta desse país outra vez. A extrema direita fez muita fake news, muita mentira dizendo que nós íamos acabar com programas sociais."
O presidente reeleito no último domingo (25) também disse que voltará a percorrer o Brasil "para visitar cada estado" para agradecer pela mobilização social durante o segundo turno eleitoral.
Boulos diz que mercado faz 'chantagem' em debate fiscal
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou ver uma "chantagem do mercado" no debate sobre o ajuste fiscal do novo governo do presidente Lula. Em entrevista à Folha de S.Paulo neste sábado (31), ele defendeu que eventuais cortes de gastos sejam direcionados a privilégios, e não a políticas que atinjam a população mais pobre.
"Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular. Isso é anular a democracia", disse o ministro.
Segundo Boulos, a discussão sobre medidas de economia deve incluir a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas. Ele afirmou que o foco deve estar em reduzir benefícios e distorções que pressionam o Orçamento.
"O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais", afirmou Boulos. Ao tratar das emendas impositivas, acrescentou: "Só aí tem R$ 61 bilhões."
As declarações ocorrem em um contexto de deterioração dos indicadores da dívida pública. De acordo com a reportagem, do fim de 2022 a julho de 2026, a dívida do setor público passou de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82,5%.
Boulos sustentou que a análise da trajetória brasileira deve ser feita em comparação com outras economias e afirmou que parte do mercado tenta impor ao País uma agenda centrada em cortes que recaem sobre serviços e despesas voltadas à população.
"Você não pode contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular. Isso é anular a democracia", disse o ministro.
Segundo Boulos, a discussão sobre medidas de economia deve incluir a revisão de desonerações fiscais, o enfrentamento de supersalários e mudanças nas emendas parlamentares impositivas. Ele afirmou que o foco deve estar em reduzir benefícios e distorções que pressionam o Orçamento.
"O corte que queremos é em privilégios: temos quase R$ 600 bilhões por ano em desonerações fiscais", afirmou Boulos. Ao tratar das emendas impositivas, acrescentou: "Só aí tem R$ 61 bilhões."
As declarações ocorrem em um contexto de deterioração dos indicadores da dívida pública. De acordo com a reportagem, do fim de 2022 a julho de 2026, a dívida do setor público passou de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82,5%.
Boulos sustentou que a análise da trajetória brasileira deve ser feita em comparação com outras economias e afirmou que parte do mercado tenta impor ao País uma agenda centrada em cortes que recaem sobre serviços e despesas voltadas à população.

