Uma jovem de família brasileira atuava como copilota do avião particular que caiu e explodiu no solo neste domingo (1°), em um bairro residencial na Flórida, nos Estados Unidos. Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, tinha licença para pilotar desde os 17, e está entre as nove vítimas que não resistiram ao acidente. A informação foi revelada nesta segunda-feira (2) pelo jornal New York Post.
Segundo o jornal norte-americano, a mãe de Nathalia, Camila, confirmou que a filha estava a bordo da aeronave. A reportagem disse ainda que a jovem cresceu na região de Palm Beach, na Flórida. O DIA verificou que os pais de Nathalia são brasileiros, mas ela tinha nacionalidade americana.
À CNN Brasil, Camila confirmou que a filha estava trabalhando no momento do acidente. "Ela era uma menina muito boa, responsável, esforçada, estava trabalhando. Ela era copilota, não podia tomar nenhuma decisão", lamentou.
Nathalia pilotava o jatinho Learjet 60, que havia decolado do Aeroporto Internacional de Austin-Bergstrom, no Texas, rumo às Bahamas. Um vídeo gravado pela câmera de um carro mostra o avião "mergulhando" contra o solo, com o nariz apontado para o chão. A gravação de áudio da cabine revela que um dos pilotos chegou a dizer, em desespero, segundos antes da queda, que o jato iria "bater no chão".
A aeronave caiu nas proximidades de uma rodovia em um bairro de Palm Beach, no sul da Flórida, a 11 quilômetros da residência de Donald Trump em Mar-a-Lago. A partir das imagens, também é possível observar que houve uma explosão e que, depois do impacto contra o solo, uma cratera se formou no asfalto. As nove mortes foram confirmadas pela agência federal de aviação dos Estados Unidos, a FAA.
Licença para pilotar aos 17 anos
Nathalia Gadelha Filgueiras ganhou destaque na mídia local quando obteve a licença para pilotar aviões. Na época, a jovem tinha apenas 17 anos e ainda não havia se formado no ensino médio. Ela se interessou pela área por causa do pai, que começou a voar por lazer em 2018.
Em entrevista ao CBS12 News, em 2023, disse que se orgulhava por ter obtido a autorização de piloto privado tão cedo, antes mesmo da carteira de motorista. "As pessoas dizem 'ah, você não sabe dirigir', e eu respondo 'sim, mas eu sei voar'", afirmou.
A jovem declarou, ainda, que seu sonho era tirar as licenças para pilotar jatos e para voar em operações comerciais.
Em uma publicação de março deste ano, Nathalia comemorou a certificação para atuar como piloto em comando do LearJet 60, mesmo modelo envolvido no acidente. Na postagem, ela escreveu, em inglês: "PIC LearJet60!!!!! Toda glória a Deus! Amém!".
* Reportagem do estagiário Victor Louro, sob supervisão de Isabelle Rosa

