O americano Daniel Sikkema, de 56 anos, foi condenado a prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e financiar o assassinato do ex-marido, o galerista Brent Sikkema, morto a facadas no Jardim Botânico, na Zona Sul, em janeiro de 2024. A decisão foi anunciada na quarta-feira (4), pelo Tribunal Federal do Distrito de Nova York.
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Daniel já havia sido considerado culpado, em maio deste ano, por homicídio por encomenda, conspiração para cometer o mesmo crime e conspiração para planejar um assassinato em outro país. Ele permanece preso em Nova York. A Justiça americana concluiu que o empresário contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para executar o galerista, em meio a uma disputa conturbada de divórcio.
Enquanto o mandante recebeu a pena máxima nos Estados Unidos, o suspeito de ser o executor ainda responderá pelo caso no Brasil. Preso no Complexo de Bangu, na Zona Oeste, Alejandro tem julgamento marcado para 25 de fevereiro de 2027, na 3ª Vara Criminal da Capital. A juíza Tula Correa de Mello também manteve a prisão preventiva do acusado.
Segundo a investigação americana, Daniel começou a negociar a morte do ex-companheiro ainda em 2023. Para viabilizar o plano, teria realizado 11 transferências financeiras destinadas a Alejandro e a uma pessoa com quem o cubano mantinha um relacionamento em Cuba. A Procuradoria dos Estados Unidos também apontou que o condenado utilizou nomes de amigos, parentes e funcionários, sem o conhecimento deles, para ocultar a origem do dinheiro.
Após o assassinato, Daniel teria enviado outros US$ 5 mil ao executor, além de prometer novos pagamentos. A acusação também identificou ligações telefônicas entre os dois logo depois do crime, realizadas por meio de um número que, segundo os investigadores, era utilizado para tratar do planejamento.
Brent Sikkema, de 75 anos, foi morto em 14 de janeiro de 2024. O corpo foi encontrado no dia seguinte, dentro de seu imóvel na Rua Abreu Fialho, no Jardim Botânico. O galerista apresentava 18 ferimentos provocados por faca, conforme informações da investigação.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio aponta que Alejandro teria viajado ao Brasil com orientações fornecidas por Daniel e recebido apoio financeiro para cometer o homicídio. A acusação brasileira também menciona uma promessa de pagamento de US$ 200 mil pelo assassinato, supostamente motivado por uma disputa patrimonial após a separação.
Ainda de acordo com os elementos reunidos no processo, o cubano teria utilizado chaves fornecidas por Daniel para entrar na residência da vítima. Depois do ataque, ele deixou o local e acabou preso pela Polícia Civil quatro dias mais tarde.
No processo brasileiro, Alejandro responde por homicídio qualificado, com agravantes relacionadas à promessa de recompensa, ao motivo torpe, ao emprego de meio cruel e à dificuldade de defesa da vítima. A denúncia também considera a idade de Brent, que tinha mais de 60 anos, e inclui uma acusação de furto qualificado durante o repouso noturno.
Em agosto deste ano, ao comentar o andamento do caso para O DIA, o advogado de Alejandro afirmou que a defesa optou pelo desmembramento do processo em relação a Daniel. Segundo ele, a estratégia busca demonstrar que boa parte das acusações atribuídas ao cubano não corresponde à realidade.
Galerista tinha reconhecimento internacional
Brent Sikkema era um nome conhecido no mercado de arte contemporânea. Ele fundou a galeria Sikkema Jenkins, em Nova York, que representou artistas de projeção internacional, como o brasileiro Vik Muniz e a americana Kara Walker. O galerista mantinha uma residência no Rio de Janeiro e costumava passar temporadas na cidade.
A morte provocou repercussão no Brasil e nos Estados Unidos, especialmente pelas circunstâncias do crime e pela suspeita de envolvimento do ex-companheiro em um assassinato planejado. Com a condenação de Daniel, a próxima etapa do caso será o julgamento de Alejandro, previsto para fevereiro do próximo ano, no Rio.
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Daniel Sikkema. O espaço está aberto para manifestações.
Daniel já havia sido considerado culpado, em maio deste ano, por homicídio por encomenda, conspiração para cometer o mesmo crime e conspiração para planejar um assassinato em outro país. Ele permanece preso em Nova York. A Justiça americana concluiu que o empresário contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para executar o galerista, em meio a uma disputa conturbada de divórcio.
Enquanto o mandante recebeu a pena máxima nos Estados Unidos, o suspeito de ser o executor ainda responderá pelo caso no Brasil. Preso no Complexo de Bangu, na Zona Oeste, Alejandro tem julgamento marcado para 25 de fevereiro de 2027, na 3ª Vara Criminal da Capital. A juíza Tula Correa de Mello também manteve a prisão preventiva do acusado.
Segundo a investigação americana, Daniel começou a negociar a morte do ex-companheiro ainda em 2023. Para viabilizar o plano, teria realizado 11 transferências financeiras destinadas a Alejandro e a uma pessoa com quem o cubano mantinha um relacionamento em Cuba. A Procuradoria dos Estados Unidos também apontou que o condenado utilizou nomes de amigos, parentes e funcionários, sem o conhecimento deles, para ocultar a origem do dinheiro.
Após o assassinato, Daniel teria enviado outros US$ 5 mil ao executor, além de prometer novos pagamentos. A acusação também identificou ligações telefônicas entre os dois logo depois do crime, realizadas por meio de um número que, segundo os investigadores, era utilizado para tratar do planejamento.
Brent Sikkema, de 75 anos, foi morto em 14 de janeiro de 2024. O corpo foi encontrado no dia seguinte, dentro de seu imóvel na Rua Abreu Fialho, no Jardim Botânico. O galerista apresentava 18 ferimentos provocados por faca, conforme informações da investigação.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio aponta que Alejandro teria viajado ao Brasil com orientações fornecidas por Daniel e recebido apoio financeiro para cometer o homicídio. A acusação brasileira também menciona uma promessa de pagamento de US$ 200 mil pelo assassinato, supostamente motivado por uma disputa patrimonial após a separação.
Ainda de acordo com os elementos reunidos no processo, o cubano teria utilizado chaves fornecidas por Daniel para entrar na residência da vítima. Depois do ataque, ele deixou o local e acabou preso pela Polícia Civil quatro dias mais tarde.
No processo brasileiro, Alejandro responde por homicídio qualificado, com agravantes relacionadas à promessa de recompensa, ao motivo torpe, ao emprego de meio cruel e à dificuldade de defesa da vítima. A denúncia também considera a idade de Brent, que tinha mais de 60 anos, e inclui uma acusação de furto qualificado durante o repouso noturno.
Em agosto deste ano, ao comentar o andamento do caso para O DIA, o advogado de Alejandro afirmou que a defesa optou pelo desmembramento do processo em relação a Daniel. Segundo ele, a estratégia busca demonstrar que boa parte das acusações atribuídas ao cubano não corresponde à realidade.
Galerista tinha reconhecimento internacional
Brent Sikkema era um nome conhecido no mercado de arte contemporânea. Ele fundou a galeria Sikkema Jenkins, em Nova York, que representou artistas de projeção internacional, como o brasileiro Vik Muniz e a americana Kara Walker. O galerista mantinha uma residência no Rio de Janeiro e costumava passar temporadas na cidade.
A morte provocou repercussão no Brasil e nos Estados Unidos, especialmente pelas circunstâncias do crime e pela suspeita de envolvimento do ex-companheiro em um assassinato planejado. Com a condenação de Daniel, a próxima etapa do caso será o julgamento de Alejandro, previsto para fevereiro do próximo ano, no Rio.
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Daniel Sikkema. O espaço está aberto para manifestações.

