Colunista Luiz André Ferreira
Apesar de programado paras as próximas férias de meio de ano, já foram selecionados os 35 projetos entre todos os enviados por Instituições de Ensino Superior. Trata-se do maior programa de extensão universitária do país e um dos mais relevantes do mundo.
Criado no auge da Ditadura Militar, o Projeto Rondon perpassa o período de redemocratização e chea ao número 100. Essa edição histórica foi batizada de Carimbó, em referência à dança típica do Pará, estado onde vão ocorrer, em julho, as próximas operações.
A escolha desse estado sofreu forte influência por ter sido o epicentro mundial das discussões sobre os efeitos das mudanças climáticas ao sediar a histórica COP 30, em Belém, primeira da série da Organização das Nações Unidas realizada na Região Amazônica junto a maior floresta do Planeta.
Rumo ao interior do Pará
A Operação Carimbó reafirma uma das principais características do Projeto Rondon: a aproximação direta entre estudantes e professores do ensino superior com diferentes realidades socioculturais ressaltando as desigualdades das comunidades mais afastadas dos grandes centros urbanos.
É uma das raras oportunidades para alunos majoritariamente urbanos vivenciarem o cotidiano de localidades isoladas, ampliando horizontes e promovendo um dos maiores intercâmbios de experiências do mundo.
É uma das raras oportunidades para alunos majoritariamente urbanos vivenciarem o cotidiano de localidades isoladas, ampliando horizontes e promovendo um dos maiores intercâmbios de experiências do mundo.
No contexto do Pará, as diferenças sociais são enriquecedoras. O estado abriga 135.603 quilombolas e 80.980 indígenas, revelando a complexidade social da região.
Organização Militar
Embora a Ditadura, sepultada em 1985, seja uma triste página da história do Brasil, esse é um dos legados positivos deixado pelo Regime Autoritário Militar que perdurou por 21 anos após a deposição do presidente eleito e em exercício João Goulart.
Embora a Ditadura, sepultada em 1985, seja uma triste página da história do Brasil, esse é um dos legados positivos deixado pelo Regime Autoritário Militar que perdurou por 21 anos após a deposição do presidente eleito e em exercício João Goulart.
Foi criado em 1967, três anos após a implantação do regine autoritário baseado em uma experiência realizada no ano anterior pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no então estado da Guanabara.
A Operação Zero, reuniu 30 estudantes e dois professores cariocas que partiram para Rondônia, a bordo de uma aeronave C-47, cedida pelo antigo Ministério do Interior, permanecendo por 28 dias na Floresta Amazônica. Já no ano seguinte, o número de alunos participantes pulou para 648.
A proposta implantada pelo regime militar resistiu por mais cinco anos após a retomada democrática, até ser encerrado como atividade governamental. Mesmo assim, não ficou inativo, nem totalmente órfão do poder público. Foi mantido de forma independente, com ações pontuais conduzidas pela Associação Nacional dos Rondonistas, uma organização não-governamental civil chancelada pelo Ministério da Justiça como de interesse público
Foi relançado em 2005 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Tabatinga, no Amazonas, baseado em um estudo da União Nacional dos Estudantes (UNE) passando a ser gerido pelo Ministério da Defesa com apoio de outros órgãos federais. Ao longo de suas edições, o projeto já reuniu mais de dois milhões de brasileiros.
“Quando a gente leva o universitário de todo o Brasil para aqueles municípios mais profundamente isolados, nós estamos dando a oportunidade a esses estudantes de desenvolver a sua cidadania, de conhecer um Brasil que ele só ouviu falar e isso fortalece o sentimento de Pátria, isso coloca uma raiz profunda de percepção fora das salas de aula do que é o Brasil”, destaca o Coronel Euclides Soljenitsin Araújo, atual Coordenador-Geral do Projeto Rondon
Projetos no Pará
Entre as propostas escolhidas pela Comissão Rondonista, está o enviada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, para trabalhos de campo nas ilhas da região de Marabá, composta por 13 municípios, além de outras três localidades situadas na região do Marajó, no Pará.
Veterana, com quase 20 anos de participação no Projeto Rondon, a Universidade Federal de Ponta Grossa também integra a Operação Carimbó.
“A Universidade já contou com a participação de diversos professores e estudantes, beneficiando milhares de pessoas em municípios de diferentes regiões do país. A participação na Operação Carimbó reforça essa trajetória e integra as comemorações da 100ª edição do projeto, coordenado pelo Ministério da Defesa”, explica Marilisa do Rocio, coordenadora da instituição.
“A Universidade já contou com a participação de diversos professores e estudantes, beneficiando milhares de pessoas em municípios de diferentes regiões do país. A participação na Operação Carimbó reforça essa trajetória e integra as comemorações da 100ª edição do projeto, coordenado pelo Ministério da Defesa”, explica Marilisa do Rocio, coordenadora da instituição.
Uma das recordistas é a Universidade de Brasília (UnB), que alcançará sua 46ª participação, além de ter sediado o III Congresso Nacional do Projeto Rondon.
“Representará uma oportunidade de conhecer uma realidade relevante do Norte brasileiro, permitindo a construção de iniciativas, que certamente marcarão a formação dos estudantes que serão selecionados”, ressalta Fernanda Bravo, diretora de Desenvolvimento e Integração Social.
Escolhas dos Voluntários
Cabe às próprias Instituições de Ensino a seleção de seus estudantes, processo que deve ser concluído até março. O cronograma apertado se justifica pela complexidade do planejamento, que envolve curso de formação, exames de saúde e, quando necessário, complementação vacinal, de acordo com as exigências sanitárias de cada localidade.
Um dos momentos centrais da preparação é a viagem precursora, feita pelos professores e coordenadores. Nessa etapa, ocorre o reconhecimento de campo, o ajuste das ações planejadas à realidade local encontrada. Em áreas de maior dificuldade de acesso, o plano logístico é elaborado e executado de forma conjunta entre as Universidades e o Ministério da Defesa.
A hospedagem e a alimentação das equipes ficam sob responsabilidade das prefeituras, enquanto os voluntários contam com apoio das Forças Armadas, especialmente do Exército, durante todo o período da atividade.
Enquanto os preparativos avançam para o marco histórico de número 100, chegou ao fim, nesta sexta-feira (06/02), a 99ª edição realizada em 12 municípios do Vale do Ivaí, no Paraná. Em alusão ao solo característico dessa região. foi batizada de Operação Pé Vermelho, reunindo 252 rondonistas de 25 instituições que contaram com apoio logístico do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizada de Apucarana.
“Representará uma oportunidade de conhecer uma realidade relevante do Norte brasileiro, permitindo a construção de iniciativas, que certamente marcarão a formação dos estudantes que serão selecionados”, ressalta Fernanda Bravo, diretora de Desenvolvimento e Integração Social.
Escolhas dos Voluntários
Cabe às próprias Instituições de Ensino a seleção de seus estudantes, processo que deve ser concluído até março. O cronograma apertado se justifica pela complexidade do planejamento, que envolve curso de formação, exames de saúde e, quando necessário, complementação vacinal, de acordo com as exigências sanitárias de cada localidade.
Um dos momentos centrais da preparação é a viagem precursora, feita pelos professores e coordenadores. Nessa etapa, ocorre o reconhecimento de campo, o ajuste das ações planejadas à realidade local encontrada. Em áreas de maior dificuldade de acesso, o plano logístico é elaborado e executado de forma conjunta entre as Universidades e o Ministério da Defesa.
A hospedagem e a alimentação das equipes ficam sob responsabilidade das prefeituras, enquanto os voluntários contam com apoio das Forças Armadas, especialmente do Exército, durante todo o período da atividade.
Enquanto os preparativos avançam para o marco histórico de número 100, chegou ao fim, nesta sexta-feira (06/02), a 99ª edição realizada em 12 municípios do Vale do Ivaí, no Paraná. Em alusão ao solo característico dessa região. foi batizada de Operação Pé Vermelho, reunindo 252 rondonistas de 25 instituições que contaram com apoio logístico do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizada de Apucarana.
* Luiz André Ferreira é professor universitário, jornalista, apresentador e podcaster
Mestre em Projetos Socioambientais, em Bens Culturais e Designer Educacional
Mestre em Projetos Socioambientais, em Bens Culturais e Designer Educacional
Contatos:
e-mail: pautasresponsaveis@gmail.com
Twitter: https://twitter.com/ColunaLuiz
Instagram: https://www.instagram.com/luiz_andre_ferreira/
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/luiz-andr%C3%A9-ferreira-1-perfil-lotado-
e-mail: pautasresponsaveis@gmail.com
Twitter: https://twitter.com/ColunaLuiz
Instagram: https://www.instagram.com/luiz_andre_ferreira/
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/luiz-andr%C3%A9-ferreira-1-perfil-lotado-

