Polícia prende pastor suspeito de abuso sexual contra crianças

Líder religioso foi localizado em Itaperuna, no Noroeste Fluminense; crimes teriam sido cometidos fiéis de igreja na Baixada

Agentes da 148ª DP (Italva) encontraram o pastor em Itaperuna
Agentes da 148ª DP (Italva) encontraram o pastor em Itaperuna -
Policiais civis prenderam, nesta sexta-feira (9), um pastor suspeito de abusar sexualmente de crianças que frequentavam uma igreja em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O líder religioso foi localizado em Itaperuna, no Noroeste Fluminense.
Segundo investigações conduzidas pela 57ª DP (Nilópolis) e pela 64ª DP (São João de Meriti), o homem aproveitava da proximidade com as vítimas para cometer os crimes. As apurações identificaram que os abusos teriam ocorrido em diferentes ocasiões, inclusive na casa do pastor e em um estabelecimento comercial de sua propriedade.
Uma das vítimas relatou aos investigadores que sofreu abusos quando tinha apenas 6 anos. Outra menina, de 12 anos, contou que foi violentada mais de uma vez, cerca de um ano e meio antes de denunciar os fatos. Os relatos também apontam a existência de outras vítimas, todas crianças.
Durante a apuração, os policiais receberam informações sobre um áudio no qual o homem teria admitido a prática de abusos contra diversas crianças. Os investigadores fizeram um intenso trabalho de inteligência, monitoramento e diligências, reunindo elementos que permitiram avançar na identificação do pastor.
Diante dos indícios reunidos, ambas as delegacias representaram pela prisão preventiva do líder religioso, que foi deferida pela Justiça. Agentes da 148ª DP (Italva) cumpriram o mandado nesta sexta.
A reportagem ainda não encontrou a defesa do pastor. O espaço está aberto para manifestação.

Caso semelhante

Em março, policiais civis prenderam um ex-líder religioso por suspeita de enganar e abusar sexualmente de frequentadores de um centro espiritualista na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A ação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), que localizaram o homem escondido na casa de parentes.
De acordo com as investigações, o suspeito utilizava sua posição de liderança para conquistar a confiança das vítimas e induzi-las a fazer doações financeiras elevadas sob a promessa de tratamentos espirituais.
Além disso, segundo as apurações, ele manipulava os frequentadores com discursos religiosos para convencê-los a manter relações sexuais, alegando que os atos seriam necessários para "trazer luz espiritual".
As investigações identificaram um padrão de atuação, no qual diversas vítimas relataram terem sido levadas a acreditar que os abusos faziam parte de um processo espiritual. Conforme identificado pela Polícia Civil, o suspeito se aproveitava da vulnerabilidade emocional dos frequentadores para exercer controle e submissão.