Ex-capitão do Flamengo, o zagueiro Wallace falou sobre o momento de debate pela continuação do futebol brasileiro. Atualmente no Göztepe-TUR, ele criticou o tratamento dado pelos clubes aos jogadores.
"Jogador de futebol é mimado, mesmo, e me incluo nisso. A gente foi educado, eu jogo futebol desde os 11 anos, a ser preguiçoso. A terceirizar nossas necessidades e anseios. A gente tem quem leva água, a gente tem quem imprima passagem, gente que leve roupa que a gente compra. O clube formador tem muita culpa, claro. Bota o atleta como refém e ele acaba sofrendo com isso no pós-carreira. A carreira é curta, mas tem gente que para com 22 ou 23 anos e a formação dele no futebol fica para a vida", disse Wallace ao "UOL".
Wallace também afirmou que, no Brasil, há muito dificuldade de um jogador se posicionar.
"Ao mesmo tempo que a imprensa pede entrevista diferente, posicionamento, quando esse cara se posiciona, o posicionamento se vira contra quem falou. Quem se posiciona, hoje em dia, é cobrado depois por algo que ficou guardado esperando a hora de ser explorado. Tem uma espécie de ditadura para o jogador não se posicionar", completou.
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