Eleitores revelam como pesquisaram sobre os candidatos antes do voto

Entrevistados falaram sobre os caminhos usados para conhecer trajetórias, propostas e informações sobre os nomes e decidir na hora final

Glauciane é eleitora de esquerda e Juliana é eleitora de direita
Glauciane é eleitora de esquerda e Juliana é eleitora de direita -
Em um domingo de eleição marcado pela disputa nas urnas e também fora delas, eleitores do Rio de Janeiro relataram diferentes caminhos percorridos até definir os votos. Redes sociais, propaganda eleitoral, pesquisa sobre a vida dos candidatos e contato com conhecidos foram citados como fontes utilizadas antes do primeiro turno.
Entre os eleitores ouvidos pela reportagem do MH, a escolha do voto passou por caminhos variados. Enquanto alguns recorreram principalmente às redes sociais, outros buscaram propostas diretamente nos canais dos candidatos, conversaram com pessoas ligadas às campanhas ou pesquisaram o histórico dos concorrentes.

Assistente social, Stephane Azevedo, de 33 anos, contou que buscou informações principalmente nas redes sociais e nos sites oficiais dos candidatos. Segundo ela, a consulta às propostas ajudou na decisão.

Para Stephane, o Rio precisa avançar principalmente na área social. “A gente precisa mudar essa história, porque a gente tem um histórico de governadores bem complicados e acho que a gente precisa progredir nos direitos sociais”, afirmou.

Já a professora da rede municipal, Glauciane da Silva Cardoso chamou atenção para os efeitos das redes sociais na formação de opinião, especialmente entre os mais jovens. Para ela, a facilidade de circulação de conteúdos também aumenta a dificuldade de separar informação de material enganoso.

“Eu posso gravar um vídeo inventando alguma coisa, falar bem, aí me ajuda a cumprir um texto e passar aquilo como verdade”, afirmou.

A professora também avaliou que a internet passou a ocupar um espaço central na formação política de diferentes gerações. Para ela, enquanto eleitores mais velhos ainda mantêm o hábito de acompanhar jornais, principalmente os impressos, os mais jovens estão cada vez mais ligados às redes sociais.

A babá Juliana Vieira, de 41 anos, relatou outro caminho para chegar ao voto. Segundo ela, a escolha foi baseada na identificação com as ideias e princípios defendidos pelo candidato.

“Foi voto pela consciência e pela direção do meu candidato. É um candidato que apoia os meus princípios, que eu aprendi desde criança”, disse.

Para Juliana, o Rio precisa recuperar a consciência dos eleitores. Ela defendeu que a população não escolha candidatos apenas por interesses ou benefícios oferecidos pelo poder público.

Militar de 38 anos, Hildo Ferreira contou que também procurou pesquisar a trajetória dos candidatos antes de votar. Ele afirmou ter buscado informações sobre a vida pública dos concorrentes e eventuais problemas na Justiça.

“Procurei pesquisar um pouco da vida de cada um, se tem algum processo contra, processo que eu estou falando de corrupção, já cometeu algum crime aí fora, e procurei alinhar isso aí no que eu acredito”, relatou.

Já Francisco Jander, de 39 anos, auxiliar administrativo, e Dayana Roque, de 39 anos, aposentada, disseram que utilizaram principalmente as redes sociais e também conversaram com pessoas ligadas às campanhas.

“Foi muito pelas redes sociais, mas também conversando com pessoas que trabalham com os candidatos”, explicou Francisco.

Dayana contou que o casal também procurou informações diretamente com as campanhas e visitou espaços ligados aos candidatos.

“A gente conversou com pessoas que trabalham com candidatos e procuramos saber quais eram as propostas. Isso ajudou bastante na nossa escolha”, disse.