Eleitores exibem preferências políticas e comentam clima nas urnas

Ao MH, os entrevistados revelaram não terem sofrido hostilidade ao expor suas opiniões no primeiro turno das eleições neste domingo (4)

Aposentado Mozart Queiroz votou no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria
Aposentado Mozart Queiroz votou no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria -
Eleitores se mostraram à vontade para usar camisas e adereços que demonstravam suas preferências políticas durante as eleições deste domingo (4). Ao MH, os entrevistados revelaram não terem sofrido hostilidade ao expor suas opiniões.
No Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria, no Catete, na Zona Sul, o aposentado Mozart Queiroz, de 70 anos, contou ter visto muitas pessoas usando adesivos e camisetas em apoio à esquerda. Ele também fez críticas ao governo e aos eleitores que, segundo sua avaliação, evitam declarar publicamente suas preferências.
"Não, pelo contrário! Tô vendo aqui no bairro o pessoal, muita gente usando adesivo, camiseta, ninguém gerando problema, não tem conflito... A gente sabe que os caras do outro lado são envergonhados, porque eles sabem que eles estão votando em bandidos, então eles não assumem e eles também não... não criticam nada. Eu sempre votei assim", afirmou.
No mesmo local, o economista Charies de Cruz e Alves, de 45 anos, e a professora de ioga Susan Cerqueira, de 40, destacaram a importância da democracia e do funcionamento das instituições durante o processo eleitoral.
"As forças de segurança pública e a Justiça Eleitoral funcionam de forma eficiente, para garantir que a população cumpra o seu papel de cidadania e possa votar na maior tranquilidade possível. O recado aí para todos que estão ouvindo: fique bem claro que a gente vive ainda sob uma democracia que é importante continuar", destacaram.
A advogada Flávia Silveira, 43 anos, compareceu ao local com adesivos de esquerda acompanhada dos filhos.
"Olha, por enquanto não teve hostilidade. Eu vim com os meus filhos adesivados também, né? Era uma preocupação, inclusive dos avós deles, se ia ter alguma hostilidade na rua. Tenho visto pouca pessoa com adesivo, acho que também por causa desse receio. Mas, por enquanto, não senti nada", afirmou.
No Instituto Cultural Amendoeira, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o militar Hildo Ferreira, de 38 anos, destacou o clima amigável na zona eleitoral:
"O pessoal aqui da área é bem tranquilo. O pessoal respeita a opinião dos outros aqui, a gente não tem essa questão de hostilidade, 'ah, porque o cara é de esquerda ou de direita'. Aqui a gente não vê isso."
Já o auxiliar administrativo Francisco Jander, de 39 anos, reforçou a importância da convivência pacífica, comparando a política ao esporte:
"Nenhuma hostilidade, né, nenhum tipo de conflito, nada. Foi bem tranquilo. E tem também essa questão: a gente tem familiares que não têm a mesma opção de voto, e eu considero que a gente tem que levar como se fosse time de futebol. Porque se eu sou Flamengo e a pessoa é Vasco, a gente não é inimigo, né? Não tem hostilidade. Acho que a democracia funciona dessa forma”, acrescentou.
O colégio concentrou grande parte de eleitores vestidos com a camisa do Brasil, a babá Juliana Vieira, de 41 anos, por exemplo, estava acompanhada da filha e avaliou o ambiente de forma positiva.
"Não teve hostilidade, foi todo mundo tranquilo. Inclusive, estou vendo bastante brasileiro de verdade na rua”, afirmou.