O estado do Rio registrou cinco prisões por boca de urna até o fim da tarde deste domingo (25), durante as votações do segundo turno das eleições. O desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), detalhou um dos casos em coletiva na sede da Corte, no Centro, comentou sobre o caso de um eleitor que morreu na fila da votação em Maricá e falou da situação dos transportes em São Gonçalo.
"Tivemos cinco prisões por boca de urna. Um determinado policial militar tentou fotografar o voto e foi pego com R$ 114. Ou seja, constatou que ele realmente tinha vendido o voto e foi preso", disse. O caso aconteceu em Três Rios.
"Um dos problemas que nós enfrentamos é a insistência das pessoas em quererem fotografar o voto. A fotografia é proteger o eleitor, para ele não se sentir coagido. Esse caso não pode ser usado como exemplo, mas ele vendeu o voto e quis fotografar. Por isso existe a recomendação do TRE-RJ e é crime fotografar o voto. Infelizmente, tratou-se de um policial militar, mas é um ser humano."
Transporte em São Gonçalo
Claudio de Mello também sobre a situação nos transportes de São Gonçalo. Ele disse que algumas frotas de ônibus não estavam rodando na cidade. "Ou seja, os transportes não estavam conforme nós havíamos determinado. Tendo em vista esse episódio, o juiz Bruno Ruliere prontamente deu uma decisão, determinando que as empresas colocassem os transportes na rua sob pena de multa de R$ 500 mil a hora. Imediatamente, retomou a normalidade. Isso aconteceu na parte da manhã", disse.
O juiz Bruno Ruliere, coordenador da Fiscalização da Propaganda Eleitoral do TRE-RJ, também analisou o caso. "Nós recebemos notícias de possível dificuldade com transporte público em São Gonçalo, e de forma preventiva, foi dada a decisão, que foi comunicada às empresas. Além disso, fizemos contatos imediatos com os pontos focais das empresas para dar tratamento em eventuais linhas específicas que tinham um gargalo maior. O que temos de dados objetivos é que de um modo geral, funcionou com certa tranquilidade após isso, não tivemos novas reclamações."
"Há, sim, uma situação ou outra em alguma linha que indica alguns gargalos, o que pode ser a própria dificuldade e complexidade da operação, mas nós estamos em contato com essas empresas, estamos sanando e não tem, até agora, nenhuma situação de maior gravidade e preocupação quanto à mobilidade urbana", destacou.
Morte na fila para votação
O presidente do TRE-RJ também comentou sobre o caso de um eleitor que morreu na fila da votação, em Maricá. "Eu até gostaria de prestar minha solidariedade. Parece que um senhor infartou na fila da votação. Passou mal. Ele não resistiu e veio a falecer. Gostaria de prestar minha solidariedade e sentimentos à família", disse.
Fiscal presa
O juiz auxiliar da Presidência do TRE-RJ, Marcello Rubioli, também falou do caso de uma fiscal do PL que foi flagrada fazendo boca de urna no Colégio Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, na Zona Sul.
"Foi uma ocorrência comunicada ao TRE-RJ de uma fiscal de um partido que estaria no exercício da atribuição cooptando eleitores, por boca de urna, para determinado candidato. A Polícia Militar estava no local da votação, identificou a prática e exerceu a prisão em flagrante. Eles foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal", disse.
Ele ainda detalhou que dificilmente, a mulher ficará presa. "O crime de boca de urna é de menor potencial ofensivo. Imagino que ela ainda esteja lá para registro, mas caso ela se comprometa a comparecer na audiência de conciliação, ela não pode ser presa. Somente, eventualmente, se ela disser que não vai comparecer à audiência preliminar, aí sim é decretada a prisão em flagrante dela", afirmou.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até as 19h (horário de Brasília) a votação deste domingo (25) em todo o país. O encerramento estava previsto para as 17h. A decisão foi tomada após o PT denunciar problemas no transporte de eleitores em diversos estados do país. O PL também solicitou a prorrogação do horário de votação, alegando problemas relacionados às condições climáticas em Belo Horizonte e no Rio Grande do Sul.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até as 19h (horário de Brasília) a votação deste domingo (25) em todo o país. O encerramento estava previsto para as 17h. A decisão foi tomada após o PT denunciar problemas no transporte de eleitores em diversos estados do país. O PL também solicitou a prorrogação do horário de votação, alegando problemas relacionados às condições climáticas em Belo Horizonte e no Rio Grande do Sul.


