Neste domingo (25), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A votação marcou a última participação do atual presidente em uma corrida pelo Palácio do Planalto, encerrando uma trajetória política de mais de quatro décadas, marcada por conquistas eleitorais, derrotas, crises e retornos ao poder. A informação de que essa será a sua última eleição foi confirmada pelo próprio candidato na última terça-feira (20), durante campanha no Maranhão.
Nascido em Garanhuns (PE), mudou-se ainda criança com a família para o litoral de São Paulo e, posteriormente, para a capital paulista. Aos 14 anos, começou a trabalhar em uma fábrica e, depois, formou-se como torneiro mecânico pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Lula iniciou sua atuação sindical no fim da década de 1960 e, em 1975, foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Na década de 1970, ganhou projeção ao liderar greves de metalúrgicos no ABC paulista. Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e, em 1983, da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Lula iniciou sua atuação sindical no fim da década de 1960 e, em 1975, foi eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Na década de 1970, ganhou projeção ao liderar greves de metalúrgicos no ABC paulista. Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e, em 1983, da criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Primeiro mandato
A primeira candidatura dele à Presidência foi em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após o regime militar. Representando a Frente Brasil Popular, chegou ao segundo turno, mas perdeu para Fernando Collor de Mello. O petista voltou a disputar o Palácio do Planalto em 1994 e 1998, sendo derrotado nas duas ocasiões por Fernando Henrique Cardoso. A vitória veio em 2002, quando conquistou aproximadamente 53 milhões de votos e se tornou presidente da República pela primeira vez.
Ao assumir o governo, Lula encontrou um cenário de desemprego elevado e baixo crescimento econômico. A gestão manteve medidas voltadas ao controle da inflação e ao equilíbrio das contas públicas, com superávits primários e juros elevados. A combinação dessas políticas com um contexto internacional favorável contribuiu para a expansão da economia e para o crescimento do saldo da balança comercial nos primeiros anos do mandato.
Na área social, o governo ampliou as políticas de transferência de renda e combate à pobreza. O Bolsa Família, criado em 2003 a partir da unificação de programas anteriores, tornou-se uma das principais marcas da sua gestão. Outras iniciativas buscaram ampliar o acesso à energia elétrica, fortalecer a agricultura familiar e combater o analfabetismo. Na educação, o Programa Universidade para Todos (ProUni) passou a oferecer bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior.
O primeiro mandato também foi marcado por denúncias de corrupção que provocaram uma das principais crises políticas do período. As acusações relacionadas ao chamado mensalão, envolvendo suspeitas de pagamentos a parlamentares em troca de apoio político, motivaram investigações e comissões parlamentares de inquérito, entre elas a CPI dos Correios. O episódio provocou desgaste no governo e atingiu integrantes do PT.
Na área social, o governo ampliou as políticas de transferência de renda e combate à pobreza. O Bolsa Família, criado em 2003 a partir da unificação de programas anteriores, tornou-se uma das principais marcas da sua gestão. Outras iniciativas buscaram ampliar o acesso à energia elétrica, fortalecer a agricultura familiar e combater o analfabetismo. Na educação, o Programa Universidade para Todos (ProUni) passou a oferecer bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior.
O primeiro mandato também foi marcado por denúncias de corrupção que provocaram uma das principais crises políticas do período. As acusações relacionadas ao chamado mensalão, envolvendo suspeitas de pagamentos a parlamentares em troca de apoio político, motivaram investigações e comissões parlamentares de inquérito, entre elas a CPI dos Correios. O episódio provocou desgaste no governo e atingiu integrantes do PT.
Segundo mandato
Mesmo diante da crise, Lula conquistou um segundo mandato nas eleições de 2006, com cerca de 58 milhões de votos. A nova gestão manteve diretrizes econômicas do período anterior e ampliou os investimentos públicos. Em 2007, o governo lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com projetos voltados à infraestrutura, incluindo obras de transporte, energia, saneamento e habitação. A iniciativa, porém, enfrentou entraves na execução de obras, atrasos e dificuldades administrativas.
Em 2010, ao concluir oito anos consecutivos na Presidência, Lula deixou o cargo com elevada aprovação popular, em um período marcado pelo crescimento econômico e pela redução da pobreza. O presidente apoiou a candidatura da então ministra Dilma Rousseff, que venceu a eleição e assumiu o governo no ano seguinte. Fora do Planalto, Lula passou a se dedicar a atividades políticas e internacionais e às ações do instituto que leva seu nome. Nesse período, também foi diagnosticado com câncer na laringe e passou por tratamento.
Condenado, preso e inocentado pelo STF
A partir de 2014, o ex-presidente passou a ser investigado no âmbito da Operação Lava Jato, que apurava esquemas de corrupção relacionados a contratos públicos. Lula foi condenado em processos ligados às investigações e preso em abril de 2018, o que o impediu de disputar a eleição presidencial daquele ano. A prisão provocou forte reação política no Brasil e repercussão no exterior.
Em novembro de 2019, Lula deixou a prisão após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar o entendimento que permitia a execução da pena após condenação em segunda instância. Em 2021, o tribunal anulou suas condenações na Lava Jato por considerar que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos. Naquele ano, o STF também confirmou a parcialidade do então juiz Sergio Moro em um dos processos. As decisões restabeleceram os direitos políticos do petista e permitiram que voltasse a concorrer à Presidência.
Terceiro mandato
Em 2022, Lula formou uma aliança com partidos de diferentes correntes políticas e enfrentou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) nas urnas. O petista venceu o segundo turno com pouco mais de 60 milhões de votos e assumiu o terceiro mandato presidencial em 1º de janeiro de 2023, tornando-se o primeiro brasileiro a ocupar a Presidência da República por três mandatos.

