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Erika Hilton recebe ameaça de morte: 'Sei tudo sobre você'

Deputada federal e candidata à reeleição precisou adiar a ida às urnas neste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições

Por Manuella Viégas

Publicado em 04/10/2026 16:15:06 Atualizado em 04/10/2026 16:15:06
Erika Hilton recebeu o e-mail com os ataques quando se preparava para sair de casa
A deputada federal e candidata à reeleição por São Paulo Erika Hilton (PSOL) precisou adiar a ida às urnas, neste domingo (4), após receber ameaça de morte. O ataque foi feito por e-mail e foi enviado no período da manhã do primeiro turno das Eleições, quando a parlamentar se preparava para sair de casa.
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Na mensagem, o autor disse conhecer os dados pessoais e o endereço de Erika. Ele também ameaçou assassiná-la e ainda incluiu insultos homofóbicos.

“Está destruindo o Brasil, bando de corruptos. Eu prometo que vou vingar todos os brasileiros. Eu sei tudo sobre você, eu vou te matar em breve. Eu sei o seu CPF XXX.XXX.XXX-XX. Eu sei o seu endereço. Acontecerá o tão aguardado banho de sangue que todos os brasileiros patriotas esperam”, diz um dos trechos da mensagem.

Após receber o e-mail, a deputada e candidata à reeleição registrou boletim de ocorrência. De acordo com o documento, Erika foi ameaçada às 10h26 e adiou sua ida à seção eleitoral para aguardar o reforço de sua segurança pessoal. A parlamentar solicitou às autoridades a abertura de investigação para identificar o responsável pela mensagem e promover sua responsabilização criminal.

A ameaça foi enviada por meio do Onion Mail, serviço voltado a dificultar o rastreamento de mensagens. O episódio levou a equipe da deputada a reforçar os cuidados com sua segurança. Segundo a assessoria de imprensa da parlamentar, Erika deve votar ainda neste domingo, acompanhada de sua equipe de proteção. O horário não foi divulgado.

PF apura suspeita de interferência dos EUA

A inteligência da Polícia Federal apura denúncias de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A declaração ocorreu durante uma visita ao Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICC), na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

A medida atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que acionou a PF após o jornal britânico The Guardian revelar que um fundo do governo dos Estados Unidos destinaria cerca de R$ 5 milhões a grupos brasileiros que fazem críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. A reportagem, no entanto, não identificou a organização brasileira que receberá os recursos.

“Nós recebemos de fato uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) sugerindo a apuração de interferência externa nas eleições brasileiras, o que é crime na legislação eleitoral. Isso foi analisado pela nossa área técnica ontem [3] e encaminhado para a diretoria de inteligência, que é quem vai conduzir a investigação”, afirmou.

Sobre a segurança das representações diplomáticas, o diretor-geral disse que os elementos reunidos pela PF não apontaram risco efetivo nem a existência de um plano contra embaixadas. As embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália suspenderam os atendimentos.

“Recebemos a comunicação da Embaixada dos Estados Unidos e, como é o nosso dever, atuamos para apurar alguma veracidade daqueles dados que nos foram encaminhados. Cumprimos as medidas judiciais, num processo sigiloso, e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que apontasse um risco efetivo para esta Embaixada ou para qualquer outra”, contou.

Andrei também destacou que, de forma geral, a eleição ocorre de forma tranquila em todo o país, sem registro de ocorrências graves, além do que já é esperado.