Quem frequenta o cabaré de Ondina (Ana Beatriz Nogueira), em O Sétimo Guardião, sabe que é certo encontrar Adamastor por lá. Braço direito e confidente da cafetina, o personagem divertido e misterioso faz sucesso com o público. E o mérito é de Theodoro Cochrane, que dá vida ao administrador dos negócios e melhor amigo de uma das guardiãs da fonte.
"O personagem tem como grande questão existencial a aceitação da própria individualidade e sexualidade. A curiosidade do público é ótima, pois quer dizer que estou conseguindo levantar essa característica importante do Adamastor". Convidado pelo autor Aguinaldo Silva para fazer a novela, Theodoro define o momento atual como uma grande oportunidade de amadurecimento profissional e revela que, assim como Adamastor, tem muitas amigas mulheres.
"Sempre me interessei pela sensibilidade das mulheres e o carinho explícito que oferecem quando gostam de alguém. Na infância, as meninas me compreendiam mais facilmente", recorda Theodoro. O ator garante que ainda não sabe quais são os próximos passos de Adamastor na trama, mas reafirma a importância do debate sobre a sexualidade do personagem na novela das nove.
"Acho importante abordar o inusitado, o fantasioso. Personagens assim fazem as pessoas questionarem seus preconceitos, sua aceitação. A TV tem o poder de chegar a lugares em que certos assuntos não seriam abordados por falta de oportunidade e informação", reflete.
Na vida real, Theodoro já teve que lidar com o preconceito. "Não ser o padrão vigente da sociedade pode ser muito cruel, principalmente na infância e adolescência. O conselho que posso dar é se aceitar, aceitar sua individualidade. Por mais que seja sofrido no começo, resulta em uma vida mais plena e honesta consigo mesmo", conta.
Filha da apresentadora Marília Gabriela, Theodoro tem uma relação de grande amizade com a mãe. "Trocamos conselhos e somos críticos de maneira construtiva um com o outro. Quando decidi ser ator, ela me apoiou, mas sempre me alertou sobre a inconstância da vida artística", relembra.
Aos 40 anos, Theodoro cuida da saúde e se considera vaidoso, mas sem exageros. "Na mesma época em que comecei a estudar teatro, ao 19 anos, comecei também a cuidar do meu corpo e mente. Preciso de vitalidade, autoconhecimento e saúde para executar com destreza meu ofício. Cuido de mim, sim, mas sem exageros. Faço exercícios, análise, tento me alimentar bem. Sou vaidoso, mas adoro o clássico pé na jaca semanal", se diverte o ator.
* Estagiária sob supervisão do jornalista Leonardo Rocha.
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