Nascida em Jequié, na Bahia, Ana Cecília Costa se considera cidadã do mundo. A atriz se mudou para a capital, Salvador, aos 8 anos, e lá viveu até completar a maioridade. Depois, morou no Rio de Janeiro e atualmente vive em São Paulo. "Carrego a Bahia comigo, ela é minha terra-mãe", conta a atriz, que se sente honrada por interpretar Missade na trama das 18h da Globo.
“Órfãos da Terra é uma obra que trata de uma das questões mais importantes do mundo atual: o refúgio, a questão humanitária. E parte da premissa de que somos todos irmãos neste planeta, portanto, o sofrimento do outro também me diz respeito. Fazer parte de um projeto assim me expande como ser humano. Conheci muitos refugiados que são super-heróis de carne e osso, gente amorosa, generosa e com uma incrível capacidade de superação e resiliência”, ressalta.
Ana Cecília destaca a força da personagem para encarar as adversidades e afirma que se preparou bem para fugir da caricatura da mulher árabe. “Essa mulher é uma heroína. Acredito que o pior já passou e ela estará entrando em uma fase positiva: o reconhecimento da sua força como mulher. Missade é uma fênix, o mito da ave que renasce das cinzas”, diz.
A baiana revela que, assim como a personagem, também já foi traída, e aproveita para apontar que a falta de respeito por parte de Elias (Marco Ricca) permeia o relacionamento dos pais de Laila (Julia Dalavia). “Sinceramente, não sei se é amor ou costume o que Elias sente por Missade, isso se confunde muitas vezes. Mas é fato que ele a desrespeitou muito, e isso não é da natureza do amor”, analisa ela, que faz mistério na hora de apontar como gostaria que fosse o desfecho amoroso da síria.
“Acho Missade uma mulher extraordinária com uma capacidade de amor e dedicação incríveis, que merece ser muito bem-amada. Mas, como atriz, evito torcidas”, fala Ana Cecília, que enxerga na personagem a representação de muitas mulheres que não têm voz. “Interpretar Missade significa interpretar muitas mulheres em uma só: as vítimas da guerra que perderam filhos, foram violentadas, mortas, heroínas trágicas da nossa contemporaneidade. Missade fala por muitas”, opina.
Elogiada pelo público
A boa relação de Ana Cecília com as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid não é de hoje. Antes de 'Órfãos da Terra', a atriz fez as novelas 'Cama de Gato' (2009 - 2010), Cordel Encantado (2011) e 'Joia Rara' (2013 - 2014). “Me sinto agradecida pela confiança que Duca e Thelma depositaram em mim, e me dedico a fazer um trabalho primoroso para retribuir a essa confiança”, afirma ela, que não poupa elogios à equipe da novela. “Além de talentosos, são pessoas agradáveis de convívio. Uma honra e alegria ajudar a contar essa história e fazer parte desse time. O clima é maravilhoso. Já havia trabalhado com alguns parceiros e com muitos foi o primeiro encontro. É um elenco de talento, com clima leve, sem competição e contracena das boas”, diz. A boa sintonia por trás das câmeras reflete no resultado da novela, e a atriz vem sendo elogiada nas redes e nas ruas. “O retorno que tenho tido é muito bonito. As pessoas me falam de forma amorosa e respeitosa sobre meu trabalho, de como se emocionam com as cenas. Me sinto especialmente gratificada com o retorno da comunidade árabe. Isso é muito estimulante”, conta ela. “No teatro esse contato é direto, a gente sente na hora, e na tv a abordagem da rua e da rede social é que nos aproxima do público. Estou feliz e agradecida, muito afeto circulando”, completa.
Emoção
Ana Cecília explica que a veracidade presente nas cenas da novela foi conquistada através de muito estudo, em aulas de prosódia, dança e culinária, além de contato direto com sírios em situação de refúgio. “O fato do público acompanhar de perto o drama da família de Laila, o cotidiano do Instituto de Refugiados dirigido pelo Padre Zoran, e alguns depoimentos reais de refugiados dentro da trama, aproxima e esclarece o telespectador sobre o tema e as pessoas passam a ter uma relação menos preconceituosa e mais empática com os estrangeiros em situação de refúgio”, acredita a atriz, que conta como funciona sua técnica para as cenas mais densas. “Procuro ao máximo estar concentrada no aqui e agora, para me deixar atravessar pela emoção da cena. O silêncio no set é fundamental para minha concentração”, diz.
* Estagiária sob supervisão da jornalista Karina Fernandes.
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