Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) vão disputar o segundo turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro, no próximo dia 25 de outubro. Os dois candidatos terminaram a primeira etapa da votação nas primeiras posições e agora terão algumas semanas para buscar os votos dos demais concorrentes e conquistar a maioria do eleitorado fluminense. Situação de Anthony Garotinho, porém, pode mudar o cenário.
A definição confirma o cenário que ganhou força na reta final da campanha. Paes chegou ao dia da votação como líder das pesquisas, mas sem uma vantagem suficiente para garantir a vitória no primeiro turno. Ruas, por sua vez, cresceu ao longo das últimas semanas e se consolidou como principal adversário do ex-prefeito do Rio, e surpreendeu ao liderar a apuração com ampla vantagem sobre Paes.
No último Datafolha antes da votação, Eduardo Paes tinha 49% dos votos válidos no cenário sem Anthony Garotinho, enquanto Douglas Ruas aparecia com 40%. A diferença entre os dois havia caído de 17 para nove pontos percentuais em dez dias, mostrando o crescimento do candidato do PL na reta final.
O segundo turno coloca da disputa coloca frente a frente dois projetos políticos bastante diferentes. De um lado, Paes chega sustentado pela experiência de quatro mandatos como prefeito do Rio e pela força eleitoral construída na capital. Do outro, Ruas tenta ampliar seu eleitorado para além da base bolsonarista e transformar o crescimento registrado no primeiro turno.
A disputa também deverá ser marcada pela busca pelos votos dos candidatos que ficaram pelo caminho. O desafio dos dois será conquistar principalmente os eleitores que não tinham Paes ou Ruas como primeira opção, além de reduzir eventuais resistências aos próprios nomes. Em uma simulação de segundo turno divulgada pelo Datafolha, Paes aparecia com 50%, contra 41% de Ruas.
Votos em Garotinho podem decidir eleição
Os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) podem decidir a eleição para o governo do Rio de Janeiro. Apesar do nome do ex-governador ter aparecido na urna, os votos recebidos foram considerados nulos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já que sua situação estava "sub judice".
A legislação eleitoral permite que candidatos nessa situação continuem aparecendo na urna enquanto o processo não tiver uma decisão definitiva. Se a decisão que negou o registro for posteriormente revertida, os votos podem ser validados.
Caso o indeferimento se torne definitivo, eles deixam de ser considerados válidos. Nesse cenário, Douglas Ruas venceria Eduardo Paes ainda no primeiro turno da eleição. A decisão sobre o caso será definida ainda nesta semana.

