Policiais civis realizaram mandados de busca e apreensão contra dois suspeitos de participarem de uma organização criminosa especializada em fraudes em linhas telefônicas e invasão de sistemas bancários. A ação aconteceu em endereços no bairro de Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio, na manhã desta quarta-feira (4).
A Operação Chave Mestra foi deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ao todo, estão sendo cumpridas 28 ordens judiciais nos estados do Rio, Goiás e Paraná, além do Distrito Federal.
Conforme as investigações, os investigados fariam parte de um grupo que usava técnicas fraudulentas para assumir o controle de linhas telefônicas e contas de e-mail de outras pessoas.
Em um dos casos analisados, criminosos conseguiram tomar o controle da linha e dos e-mails corporativos de um colaborador de uma instituição financeira. Com isso, eles conseguiram ter acesso ao sistema bancário.
Além disso, o grupo vendia serviços de "derrubada" e transferências de linhas telefônicas, permitindo que terceiros assumissem o controle de números de outras pessoas. A prática facilitava a execução de golpes.
Participaram da operação agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD). A ação é coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Especiais (DICESP), vinculada ao Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) da Polícia Civil gaúcha.
Operação contra fraudes financeiras
Recentemente, a Polícia Civil do Rio realizou outra operação contra um grupo suspeito de aplicar golpes financeiros. Neste caso, os investigados utilizavam estabelecimentos comerciais com a identidade visual do banco BMG para atrair clientes, principalmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Agentes da 57ª DP (Nilópolis) cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos bairros de Irajá, na Zona Norte, e Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no último dia 26 de outubro.
As vítimas eram abordadas com a promessa de atendimento para serviços bancários. Durante o contato, os investigados teriam convencido os clientes a entregar os celulares e permitir o acesso a informações pessoais e bancárias. Com os dados, eram realizados empréstimos e transferências via Pix sem autorização dos titulares.
A investigação identificou indícios de uma atuação organizada, com divisão de tarefas para atrair vítimas, utilização de contas bancárias de terceiros e movimentação dos valores obtidos por meio das fraudes.
De acordo com a Polícia Civil, os mesmos investigados também estariam envolvidos em golpes registrados na Zona Oeste da capital, o que reforça a suspeita de que o esquema era praticado de forma contínua.
Em nota, o BMG repudiou "qualquer prática ilícita e o uso indevido de sua marca, adotando medidas de prevenção, monitoramento e controle voltadas à segurança de suas operações e à proteção de seus clientes".
"A instituição orienta os consumidores a não compartilharem senhas ou dados bancários, a redobrarem a atenção diante de abordagens suspeitas e a utilizarem exclusivamente os canais oficiais do Banco", aponta o comunicado. O BMG ainda reforçou que está à disposição das autoridades para contribuir com eventuais esclarecimentos.

